Os princípios do Câmara de Eco.

A finalidade do Câmara de Eco é funcionar como modesta referência para aqueles que procuram novos e velhos sons, publicando informações e indicando bons trabalhos merecedores de audição mais atenta.
Da mesma forma que um amigo empresta um CD a outro, faço questão de apresentar a você, internauta amigo e amiga, boas amostras de rock, jazz, progressivo, blues e folk, e com isso, espero, possamos divulgar a música vista como forma de arte e não como um produto qualquer dentro de uma caixinha acrílica.
Abraços e boa diversão!
Lucon

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Ragnarok - Nooks



















Sonzeira! Simplesmente legal demais esse álbum dos neozelandeses do Ragnarok.
Esses feiosos lançaram Nooks em 1976, segundo e último trabalho da banda progressiva formada em 1974 em Auckland e dissolvida em 1977. Carreira muito curta para uma banda com idéias bem desenvolvidas.
O som do grupo é bem melódico e em várias passagens lembra um pouco a sonoridade do Pink Floyd e Genesis era-Peter Gabriel. Mas isso não tira o brilho de Nooks, afinal de contas muita gente foi influenciada pelos primeiros progressivos da década de 70.
O Ragnarok era formado por Ramon York (guitarra e vocais), Ross Muir (baixo e teclados), Mark Jayet (bateria, baixo e guitarra) e André Jayet (teclados e bateria).
Ouvindo a belíssima canção Paths Of Reminiscence e sabendo que são originários da Nova Zelândia, logo me veio à cabeça algumas cenas da trilogia O Senhor Dos Anéis. Pura viagem, claro!
Progressivão gostoso e extremamente prazeroso, cheio de colagens sonoras a la Pink Floyd, como na formidável The Voisung, uma pequena obra de arte que me faz sentir muito orgulho dessas bandas perdidas no passado, com seus sons e timbres analógicos.
Quer viajar legal? Ouça a instrumental Nooks no volume máximo e delire com os synths invadindo os cômodos da casa.

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Family - Bandstand




O Family volta pela segunda vez ao Câmara com o ótimo Bandstand, sexto álbum do grupo britânico, lançado em 1972.
Roger Chapman (vocais e percussão), John Whitney (guitarra), Rob Townsend (bateria), Jon John Weider (baixo, guitarra e violino) e John Palmer (teclados) foram os músicos que fizeram Bandstand e ajudaram a colocar o Family entre as bandas de rock progressivo mais criativa, genial e inovadora do gênero, apresentando ao mundo Roger Chapman, um bandleader carismático e performático - basta assistir a apresentação do grupo no festival da Ilha de Wight em 70 e conferir sua vibrante apresentação.
Bandstand não tem suites de vinte minutos e solos intermináveis de sintetizadores, mas sua sutileza e falsa simplicidade cativam e impressionam na primeira audição, a começar pelas belas My Friend The Sun, Top Of The Hill, Glove e Bolero Babe.
Agora, se você quer ouvir uma verdadeira paulada no escutador e se emocionar imediatamente com a massa sonora da banda, vá direto a Broken Nose.
Que todos os conceitos musicais vão pra cucuia, Family é demais!

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Clearlight - Forever Blowing Bubbles (com David Cross)






































David Cross foi integrante do King Crimson entre os anos de 1972-74, a fase mais poderosa e visceral do velho "Crimso".
Logo após a dissolução da banda, David participou de inúmeros projetos em parceria com outros músicos e também como músico convidado, como foi o caso da banda francesa Clearlight.
Em 1975 o grupo lançou seu segundo trabalho, esse aqui postado, com a participação especial de David Cross (violino) e outros.
Saudosismo de minha parte? Claro que sim, adoro gente como Cross, Jean-Luc Ponty e Eddie Jobson, com seus violinos mágicos e inspirados.
Mas o fato é que o disco é excelente e Cross destrói no álbum. Em alguns momentos seu violino soa como uma guitarra envenenada, tamanha energia e fúria de nosso amigo.
O Clearlight contava em sua formação com o mentor Cyrille Verdeaux (teclados), Bob Boisadan (teclados), Joel Dugrenot (baixo/vocais), Christos Stapiponopulos (bateria), Jean-Claude D'Agostini (guitarra) e Francois Jeanneau (sopros).
Cross estava cercado de excelentes músicos, nada de barulhinhos e sonzinhos típicos de "músico cabeça" que só olha para o próprio umbigo. O que se ouve em Forever Blowing Bubbles é rock progressivo objetivo, consistente e muito bem arranjado, pautado em sintetizadores e solos de violinos e instrumentos de sopro, alternando momentos tranquilos e ataques sonoros intricados.

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Emerson Lake & Powell - Live In Concert - An Official Bootleg





























O ELP hibernou entre os anos de 1978 e 1986 quando voltaram à ativa com o batera Cozy Powell no lugar de Carl Palmer, que integrava o Asia naquele momento, não alterando assim a sigla do trio.
Lançaram um bom álbum em 1986, intitulado somente Emerson, Lake & Powell e saíram em turnê logo em seguida. Não chegaram a gravar um segundo trabalho, encerrando as atividades precocemente após desacordos com seu manager.
Não era nenhuma maravilha, mas como a década de 80 foi talvez a pior fase para a produção musical geral, até que o ELPowell honrou seu nome e satisfez com fartura a sede dos fãs, por isso considero o álbum uma grande obra tendo em vista o (baixo) padrão da época.
Live In Concert - An Official Bootleg (2003) é o único registro oficial ao vivo dessa encarnação do trio. Era um bootleg fruto de transmissão de rádio de um show realizado em Lakeland, Florida, em novembro de 1986. O áudio foi tratado e masterizado, por isso a qualidade aqui é praticamente perfeita.
O disco alterna clássicos absolutos do trio como From The Beginning, Pirates e Fanfare For The Common Man, com músicas do novo trabalho, como as ótimas Touch And Go e The Score.
Cozy Powell no ELP? Poxa, sem comentários, substituiu Palmer à altura, sem comprometer de forma alguma os geniais arranjos percussivos originais. Greg Lake continuava com sua voz macia, mas observa-se que naquela época começava a ficar mais grave, característica comum entre os vocalistas masculinos com o passar dos anos.
E Keith Emerson... bem, esse é um show à parte, como sempre roubando a cena e direcionando o som da banda com seus poderosos instrumentos de teclas.
Agradeço ao novo amigo Carlos (um fã profundo conhecedor da obra do trio e de seus integrantes) que disponibilizou essa obra incrível, haja vista que se trata de um item difícil de encontrar na internet.

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quarta-feira, 6 de maio de 2009

U.K. - Live In Boston




O U.K. é uma de minhas formações preferidas e tenho grande admiração por esses caras por terem surgido numa época em que o rock progressivo estava em franco declínio, apesar de seus integrantes já terem um background violento. Além disso, lançaram seu primeiro álbum homônimo em 1978 tendo Allan Holdsworth como guitarrista. Esse, para mim, foi o ponto crucial desse maravilhoso álbum, talvez o melhor exemplo da junção rock progressivo + fusion.
Inicialmente um bootleg, Live In Boston (também conhecido como Concert Classics Vol. 4) foi lançado oficialmente em 2007 com qualidade sonora perfeita e apresenta nos palcos o poder de fogo de John Wetton (baixo/vocais), Bill Bruford (bateria) e Eddie Jobson (teclados/violino), além do guitarrista citado.
Apesar do setlist baseado no disco de estréia, já tocavam três músicas que só sairiam no álbum posterior (Danger Money, de 1979) e são elas The Only Thing She Needs, Carrying No Cross e Caesar's Palace Blues.
Só o fato de podermos ouvir Holdsworth e Bruford tocando juntos ao vivo, em plenos anos 70 e em uma banda progressiva de respeito, já vale a audição.

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domingo, 3 de maio de 2009

Gypsy - In The Garden

















Essa foi uma das grandes surpresas que tive ultimamente, quando um dia ouvia a rádio Rock Puro e, de repente, "que som legal é esse?!"
Eram os americanos do Gypsy, de Minneapolis: progressivão gostoso, com belas estruturas melódicas, harmonias vocais bacanas e um guitarrista muito competente.
In The Garden (1971) é o segundo álbum da banda que contava com o trio principal, os vocalistas/guitarristas Enrico Rosenbaum e James C. Johnson, e o excelente tecladista Jame Walsh, acompanhados do batera William Lordan, do baixista Willie Weeks e do percusionsta Joe Lala, o mesmo que tocou com Stephen Stills e Joe Walsh.
Pode não ser um espetáculo de trabalho mas In The Garden empolga e emociona do começo ao fim com suas belíssimas canções e o sempre bem vindo timbre do bom e velho Hammond B3.
As Far As You Can See (As Much As You Can Feel) é um pequeno épico de quase 12 minutos de duração com solos e harmonias arrepiantes. Here In The Garden II é outro petardo do álbum, com seu refrão forte, o guitarrista James C. Johnson fazendo bases e solos inspiradíssimos e Joe Lala "entortando" as congas.
Rosenbaum faleceu ainda nos 70's e o Gypsy foi reorganizado nos anos 90 e está na ativa até hoje.
É meu amigo e amiga, o mundo já não é mais progressivo há muitos anos mas minha casa é!

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Mike Bloomfield e Al Kooper em dois álbuns ao vivo históricos!







Esses são dois discos ao vivo da dupla Mike Bloomfield (guitarra/vocais) e Al Kooper (teclados/vocais) fundamentais na coleção de qualquer bom amante de blues rock.
Em primeiro lugar porque são trabalhos incríveis, muito bem registrados e, acima de tudo, retratam fielmente a pureza e honestidade daqueles tempos.
E, em segundo lugar, por serem registros históricos desses dois músicos tocando juntos logo após o lançamento do álbum Super Session, que contou com a participação de Stephen Stills.
The Live Adventures Of Mike Bloomfield & Al Kooper foi gravado entre os dias 26 e 28 de setembro de 1968 no Fillmore East e lançado em 1969 como LP duplo.
Contém várias releituras de clássicos do rock e do blues, entre algumas músicas de autoria da dupla. Uma das canções mais belas e emocionantes é um cover do Traffic, Dear Mr. Fantasy. Sinceramente, é de tocar a alma e o coração. Uma pena que houve problemas com o microfone, mas que eventualmente podem acontecer em qualquer show.
Se fosse nos dias de hoje, qualquer bandeca por aí faria um overdub para que o disco saísse "perfeito". Esse é um dos grandes problemas dos discos ao vivo atuais: não existe mais honestidade nos registros.
Vale lembrar que Carlos Santana acompanhou a turma nesse belíssimo disco.
Já Fillmore East: The Lost Concert Tapes 13-12-68 só foi lançado em 2003 e contou com a participação especial de Johnny Winter em It's My Own Fault.
Também gravado no Fillmore East, mantém o mesmo brilho e energia de Live Adventures...
Quer saber? Talvez Fillmore seja tão louco quanto Live Adventures, mas seria muito chato de minha parte se não colocasse os dois discos em uma única postagem, pois um complementa muito bem o outro.
E quem ganha com essas aventuras ao vivo de Mike Bloomfield e Al Kooper somos nós, eternos amantes da boa música!

The Live Adventures Of Mike Bloomfield & Al Kooper Parte 1 / Parte 2
Fillmore East: The Lost Concert Tapes 13-12-68 Parte 1 / Parte 2
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sábado, 2 de maio de 2009

The Allman Brothers Band - Cow Palace, San Francisco, 31 december 1973




Mais um bootleg muito bem registrado e dessa vez é o Allman Brothers que comparece por aqui.
Gravado no Cow Palace, San Francisco, em 31 de dezembro de 1973, apresenta um show completo da banda, com inacreditáveis 210 minutos de duração!
Turnê do álbum Brothers And Sisters, o Allman apresenta todo o requinte e improvisos kilométricos característicos de sua música, para deleite e loucura dos fãs.
Músicas maravilhosas de Brothers And Sisters foram apresentadas nesse show histórico, como Come And Go Blues, Southbound e Wasted Words, além das clássicas Les Brers In A Minor, In Memory Of Elizabeth Reed, Whipping Post e Mountain Jam.
Detalhe: Jerry Garcia, Bill Kreutzman e Boz Scaggs participaram do show à partir de Whipping Post.
A formação na época era Gregg Allman (vocais, teclados e guitarra), Dickey Betts (guitarra e vocais), Butch Trucks e Jaimoe (baterias), Chuck Leavell (teclados) e Lamar Williams (baixo).

Tracklist:
Disco 1
1. Wasted Words
2. Done Somebody Wrong
3. One Way Out
4. Stormy Monday
5. Midnight Rider
6. Blue Sky
7. In Memory Of Elizabeth Reed
8. Statesboro Blues

Disco 2
1. Southbound
2. Come And Go Blues
3. Ramblin' Man
4. Trouble No More
5. Jessica
6. Les Brers In A Minor
7. Drums
8. Les Brers In A Minor

Disco 3
1. Whipping Post
2. Linda Lou/Mary Lou
3. Hideaway/You Upset Me
4. Bo Didley/Mountain Jam/Bo Didley

Disco 4
1. Save My Life
2. Blues Jam
3. You Don't Love Me
4. Will The Circle Be Unbroken
5. Mountain Jam

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Steppenwolf - 7




Se você pensa que o Steppenwolf só fez Born To Be Wild de legal, está tão enganado quanto um dia eu também estive!
Bandaça, sem precedentes, o mais puro rock 'n' roll ganchudo, energético e empolgante.
Apesar do título, 7 é o quinto álbum da banda e foi lançado em 1970. Em minha opinião é um dos melhores trabalhos do grupo - e olhe que a discografia dos caras entre os 60's e 70's é incrível.
Mas 7 trás um Steppenwolf mais maduro, apurado e mais objetivo. Difícil destacar algumas músicas pois esse trabalho é extremamente regular mas, teimoso como sou, digo aqui então que Renegade, Fat Jack, Hippo Stomp e Ball Crusher são daqueles tipos de músicas que me dão vontade de pular no açude seco!
A formação do disco era John Kay (vocais, guitarra e hamônica), Larry Byrom (guitarra), George Biondo (baixo), Goldy McJohn (teclados) e Jerry Edmonton (bateria).

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Tommy Bolin - Teaser






















Ele não quebrava guitarras e não tinha ataques de xilique. Aparecia ora com mechas vermelhas no cabelo, ora azuis, funky demais para tocar em uma banda hard nos anos 70.
Assim era Tommy Bolin, um dos guitarristas mais legais e brilhantes daqueles tempos. Integrou bandas incríveis como Zephyr, Energy, James Gang e Deep Purple, até sair de cena em 4 de dezembro de 1976, vítima de overdose de heroína.
Tocou de tudo: jazz-rock, blues, hard e rock 'n' roll com muita desenvoltura e competência. Assim como David Gilmour, era um craque no pedal delay, um Echoplex que controlava com as mãos, criando efeitos e sons arrepiantes. Além disso, extraia diversos timbres especiais de sua guitarra e era também um bom vocalista.
Teaser é seu primeiro e único álbum solo lançado quando ainda estava vivo, em outubro de 75. Durante as gravações do disco foi convidado a substituir Ritchie Blackmore no Deep Purple, mas essa é outra história...
O álbum é uma bela coleção de canções onde Bolin apresenta sofisticação e sacadas geniais, típicas de um músico com muita bagagem.
Grind, Lotus, Marching Powder, Wild Dogs, a belíssima Dreamer (com participação de Glenn Hughes) e a quase bossa nova Savannah Woman - sim, Bolin era fã de música brasileira - são canções marcantes desse guitarrista fantástico que morreu precocemente.

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sábado, 25 de abril de 2009

Atenção bandas de rock progressivo, blues, hard e rock and roll.


Se você integra alguma banda de rock progressivo, blues, hard setentisa ou rock and roll e gostaria de divulgar a mesma, entre em contato conosco pelo e-mail ricalucon@ig.com.br.
O Câmara de Eco é um blog muito pequeno mas tem o maior interesse em apresentar novas bandas que se enquadram em nossa ideologia, SEM FINS LUCRATIVOS.
- envie um release da banda com três fotos (mínimo de 300 pixels X 300 pixels);
- se quiser disponibilizar algum álbum, gravação de ensaio ou registro de show no formato mp3, faça o mesmo acompanhado de autorização via e-mail (as leis brasileiras e americanas não permitem a troca de arquivos em mp3 na internet);
- a postagem compreenderá uma pequena entrevista com 5 ou 7 questões, mas é importante que algum material de áudio de BOA QUALIDADE seja enviado para audição, mesmo que não seja para divulgação.
O Câmara NÃO DISPONIBILIZARÁ seus arquivos em mp3 sem sua autorização.
Vamos unir forças para divulgar a boa música entre as pessoas. Esse é mais um esforço do Câmara de Eco para ouvirmos novos sons.
Não quero apenas compartilhar mp3. Quero participar de algo maior que ainda está por vir.
Ricardo Lucon - Câmara de Eco

The Doors - Full Circle / Other Voices



























Me perdoem os fãs de Doors e espero não ser linchado por isso, mas colocaria Doors, Kiss e Queen (com exceção dos dois A Day.. e A Night...) na Challenger tranquilamente e isso é gosto pessoal, portanto não reproduz exatamente a qualidade e a importância de cada banda mencionada.
Opinião pessoal, agora: o Doors era péssimo ao vivo, centralizava suas forças erroneamente na figura de Jim Morrison, um vocalista que mal conseguia parar em pé nos shows, cantava bem mas não tinha controle sobre absolutamente nada, nem em seu cachorro, o Duke. Ou seja, a banda vivia em função dele.
Alguém se importava com Ray Manzarek (teclados), John Densmore (bateria) e Robby Krieger (guitarra)? Claro que não. Todas as lentes estavam voltadas para o mimado Jim Morrison.
O cara era bom? Lógico que era, desde que sóbrio, mas essa era uma condição menos provável do que eu ou você ganharmos sozinhos na Mega Sena na próxima quarta-feira.
O pior de tudo é que ninguém pode falar mal dele em qualquer tipo de media. Parece até uma espécie de censura, "o cara é um deus e ponto final, não se fala mais nisso".
E a coisa piorou nos anos 90 quando o excelente Oliver Stone resolveu trazer para as telas do cinema a biografia da banda. Aí a coisa desandou de vez, o sujeito virou mártir.
Serei muito sincero: prefiro fumar um cigarro do capeta e ouvir Snegs, do Som Nosso de Cada Dia, do que qualquer registro do Doors.
Essa postagem mostra que houve sim, vida após Jim Morrison. O trio remanescente lançou o ótimo Other Voices em 1971 e o confuso Full Circle em 1972, aí a banda quase encerrou as atividades eternamente, a não ser por seu retorno há alguns anos atrás com o vocalista do Cult, que já deixou a banda.
Aí você me pergunta: "você não gosta de Jim Morrison, correto?" E eu respondo: "não gosto, mas prefiro ver a banda tocando num palco com um 'jumbotrom" exibindo as imagens de Jim Morrison cantando, assim como fez Natalie Cole & Nat King Cole há alguns anos, do que pagar 200 paus pelo show do 'The Doors atual' em Ribeirão Preto".
Ouvir The Mosquito e The Piano Bird em CD já satisfaz bastante, mesmo sem o "mago" Jim Morrison.


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Jack Bruce - BBC Big Band Birmingham Town Hall UK, Friday 14 November 2008






















Essa é uma tendência natural do Câmara de Eco, resolvi disparar uma série de bootlegs bacanas para que você possa se divertir sozinho, com os amigos ou com o companheiro ou companheira.
No meio desse punhado de registros maravilhosos encontrei um do Jack Bruce com uma big band de muito respeito, nomeada simplesmente Big Band Special.
Gravado em 14 de novembro de 2008 e transmitido pela BBC Radio 2 em 1 de dezembro, apresenta uma qualidade sonora simplesmente perfeita e um Jack Bruce com seu baixo e voz sempre emocionantes, com seu novo fígado que, graças à Deus, lhe proporcionou nova possibilidade de vida para presentear seus eternos fãs.
Acredito que Jack Bruce nunca esteve tão presente na media como nos últimos quatro ou cinco anos e vou além: está tocando e cantando como nunca, basta ouví-lo em Smiles And Grins, por exemplo.
A presença da orquestra deu um charme todo especial à sua sonoridade e fazendo uma comparação rápida entre os registros originais e essas gravações ao vivo, daria mesmo para dizer que Bruce compôs as canções originais com uma complexidade hamônica inigualável, pensando no acompanhamento de cordas e metais, explícitas agora com o auxílio de uma big band.
Bruce presenteia seu público com clássicos absolutos e singelos como Deserted Cities Of The Heart, Theme From A Imaginary Western, Born Under A Bad Sign e White Room, com um arranjo caribenho delicioso e diferente.
E olhe só, Jack Bruce não está nadando na grana. Reza a lenda que os concertos do Cream em 2005 serviram para levantar fundos para seu transplante de fígado.
Pra finalizar, um tal de Mitch Mitchell é o batera em Sunshine Of Your Love...
Como diz o querido Raul Gil, eu tiro o chapéu fácil para esse eterno herói das quatro cordas e vocais, sempre. Vida longa, Jack Bruce!

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sexta-feira, 24 de abril de 2009

Armaggedon - Armaggedon (Alemanha)




Essa eu fiz de "sacanagem" mas não querendo sacanear ninguém, pelo contrário, a proximidade com a postagem anterior foi mesmo para diferenciar o Armageddon britânico do Armaggedon alemão, progressivo, com alguma influência de hard incipiente, viajandão, com músicas cantadas em inglês e com dois "g's" em seu nome.
Pra falar a verdade, é difícil definir a banda como progressiva pois se trata de mais um exemplo de sonoridade que varia entre o progressivo e o hard.
Composto por apenas seis faixas, o auto-intitulado trabalho do grupo é seu único registro e foi lançado em 1970 trazendo dois covers incríveis, o primeiro, Rice Pudding do Jeff Beck Group, com seus quase dez minutos de duração e o segundo, Better By You, Better Than Me, do Spooky Tooth.
Entre as músicas compostas pela banda há Oh Man, com seu riff ganchudo e o engraçado e carregado sotaque alemão dos vocais, além da timbragem quente da guitarra.
A banda era formada pelo guitarrista e vocalista Frank Diez, os multi-instrumentistas Manfred Galatik (teclados, baixo e vocais) e Michael Nürnberg (baixo e guitarra), e o baterista Jürgen Lorenzen.
Após a dissolução da banda, o guitarrista Frank Diez partiu para o jazz-rock com a banda Emergency e o Armaggedon caiu no esquecimento... mas não aqui no Câmara!

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Armageddon - Armageddon (Inglaterra/EUA)




Faz tempo que estou devendo a vocês um álbum de hardão setentista, daqueles de chutar o pau da barraca.
O Armageddon (com dois "d's") foi a última cartada do vocalista Keith Relf, que anos antes havia participado do Yardbirds e da primeira formação do Renaissance.
Desiludido e insatisfeito com o showbusiness, Relf e dois companheiros de Steamhammer (uma banda sem expressão do qual participou) foram para Los Angeles e convidaram o ex-batera do Captain Beyond, Bobby Caldwell, para formarem o Armageddon, pautado nas bases hard que surgira na primeira metade dos anos 70.
Se você é fã de Captain Beyond, principalmente do primeiro álbum, verá uma luz no fim do túnel com esse Armageddon (1975), único trabalho dos caras.
Hard intrincado, inteligente e porque não, genial. Keith Relf abandona as raízes bluseiras que o projetou com o Yardbirds e cai de cabeça no hardão vigoroso e sem teclados. O guitarrista Martin Pugh detona em bases e solos muito eficientes e com timbragens alucinantes enquanto Louis Cennamo segura a onda com seu baixão gordo, formando a cozinha ao lado de Bobby Caldwell, um monstro da batera setentista e muito pouco citado nos dias atuais.
Apesar da boa recepção ao álbum, a banda fez poucos shows e consequentemente a grana acabou e a banda também. Keith Relf voltou doente para a Inglaterra e ainda tendo problemas com as drogas. Faleceu em 14 de maio de 76 vítima de uma descarga elétrica da guitarra enquanto ensaiava para uma reunião dos integrantes originais do Renaissance, que chamaria Illusion.
O disco é perfeito, nota 10, mas devo destacar a pequena suite Basking In The White Of The Midnight Sun, dividida em três partes. Pura bateção de cabeça!
Ecos de um passado ousado e muito criativo, dos tempos que não bastava ser bom músico, o sujeito tinha que ser também um visionário.

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Heaven & Hell - The Devil You Know





















Aproveitando a vinda do Black Sabbath... ops! Heaven & Hell... ao Brasil, agora em maio, decidi postar o lançamento dessa formação que desde Dehumanizer (1992) não apresentava algo novo aos seus fãs e, se não falhe minha lesada memória, nem haviam se reunido nos palcos desde aqueles tempos.
De princípio o batera original do Sabbath, Bill Ward, até participaria dessa reunião, mas saiu antes da turnê, que começou em 11 de março de 2007 em Vancouver, Canadá.
Para não confundir os fãs, já que oficialmente o Black Sabbath ainda existe, resolveram nomear essa banda de Heaven & Hell, título do álbum de 1980 que contou com Ward na batera e substituído na turnê por Vinny Appice, mais ou menos o que aconteceu atualmente, mas nesse caso, Ward só gravou três novas músicas e não sei dizer se seus takes foram aproveitados em The Devil You Know (2009).
Não quero entrar naquela velha questão "se Sabbath é melhor com Dio ou com Ozzy" mesmo porque essa ladainha é um pé no saco. O fato é que Devil You Know é uma verdadeira aula de som pesado e sem exageros, depois de tanta porcaria de metal melódico, coloca novamente o heavy metal sobre os trilhos.
Impossível não se emocionar com a velha dupla Dio e Tony Iommi juntos novamente, sem contar o baixão preciso e poderoso do sempre mestre Geezer Butler.
Destaque imediato para Fear, Neverwhere, Follow The Tears, The Turn Of The Screw, Rock And Roll Angel (que porrada!), e a melhor do disco, Bible Black.
Camarada, foi preciso o vovô Iommi & cia. voltar à cena mais uma vez para aumentar a conta bancária, claro, mas também ensinar a molecada de hoje como fazer o mais puro e fiel metal, sem frescuras e viadagens, assim como já fizeram em 92.
Boa sorte ao Heaven & Hell e muitos aplausos por sua fidelidade sonora. Ouvir The Devil You Know é uma ótima viajem ao passado, sem tirar os olhos do presente.

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Keith Emerson, Glenn Hughes & Marc Bonilla - Boys Club Live From California 1998





















Esse é um encontro sensacional e improvável de Keith Emerson (ELP) e Glenn Hughes (ex-Deep Purple) no ano de 1998.
Glenn Hughes, como sempre, esbanja técnica e talento com sua voz marcante (aqui ele não toca baixo, que ficou a cargo de Bob Birch e Mick Mahan). O guitarrista Marc Bonilla, que acompanhou Hughes em seu álbum Addiction de 1996, se apresenta muito bem, mesmo tendo ao seu lado nas harmonias e solos um tecladista mais que genial, o célebre Keith Emerson, que dispensa comentários.
Acompanhados pelo guitarrista Mike Wallace, pelo tecladista Ed Roth e pelo batera Joe Travers, o trio mencionado desfila um apanhadão legal e bem interessante de músicas tanto quanto: Hoedown, Nutrocker e Tarkus (completa!) do ELP, A Whiter Shade Of Pale (Procol Harum) e Dreams (muito louca!), do Allman Brothers, entre outras legais de Marc Bonilla.
Pode não ser um espetáculo de disco ao vivo, mas só o fato de unir duas figuras marcantes do rock and roll tocando músicas bem prováveis e outras muito improváveis, já vale a pena.

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quarta-feira, 22 de abril de 2009

Três ótimos bootlegs do ELP pra fazer a cabeça!

Aproveitando o gancho da postagem anterior, eis aqui três dos melhores bootlegs que conheço até o presente momento, do incrível trio Emerson Lake & Palmer. Certa vez escrevi por aqui que não tenho saco para bootleg mal gravado, mas quem gosta de desenterrar esses ossos sabe melhor que eu que até encontrarmos um bootleg bem gravado, é preciso comprar ou baixar muitos de péssima qualidade.
Então, para não perder seu tempo (e tempo é dinheiro), aqui estão três bootlegs realmente gravados da mesa de som (soundboard).
O primeiro é o Works On The Road, registrado em 20 de novembro de 1977 no Mid-South Coliseum, em Memphis, EUA, e capta o trio dez dias depois do lançamento de Works Volume 2, sem o acompanhamento de orquestra.
Gravação perfeita e cristalina, com baixíssimo ruído da platéia. O repertório é bem parecido com o de In Concert (1979), mas esse Works On The Road apresenta algumas surpresas muito legais como os 17 minutos de Tarkus, Hoedown, Take A Pebble, Lucky Man, Nutrocker e Pirates, ou seja, músicas que não estão no disco oficial citado.
Temos também dois boots da turnê de 1993 que visitou a América do Sul: Estadio Chile, gravado em Santiago, Chile, em 01 de abril e Historical At An Exhibition, em Buenos Aires, Argentina, no dia 05 do mesmo mês.
Com muito boa qualidade, o repertório dos dois shows é parecido com o de Live At Royal Albert Hall (1993) a não ser pela inclusão de From The Beginning, C'est La Vie, Honky Tonk Train Blues, Touch And Go, Hoedown e Pictures At An Exhibition.
Você deve se perguntar o porque insisto em procurar bons bootlegs? Porque nada supera a emoção em ouvir a explosão da platéia chilena assim que o trio inicia Tarkus.

Works On The Road (1977) Parte 1 / Parte 2 / Parte 3
Estadio Chile (1993) Link.
Historical At An Exhibition (1993) Parte 1 / Parte 2 / Parte 3

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domingo, 19 de abril de 2009

O Elo Perdido do ELP: The Original Bootleg Series From The Manticore Vaults Vol 1, 2 & 3

Até que a discografia oficial do ELP oferece uma boa cobertura quando falamos dos discos ao vivo da banda, principalmente das turnês da década de 90. Mas do período mais criativo do grupo, compreendido entre os anos de 1971 e 1973, não há absolutamente nenhum registro oficial.
Com exceção de Pictures At An Exhibition (1971), o primeiro trabalho ao vivo do grupo só surgiu em 1974 com o lançamento de Welcome Back My Friends To The Show That Never Ends..., registro da turnê de Brain Salad Surgery (1973).
Por conta dessa ausência, surgiram nos anos 70 vários bootlegs de praticamente todas as tours do trio e conforme os anos se passaram foram desaparecendo do mapa.
Em 2001 e 2002 a Sanctuary, subsidiária da Castle, teve uma iniciativa muito interessante: oficializou, por assim dizer, cerca de onze desses bootlegs, incluindo aí registros de 1992 e 1993, e os “emboxetou” em três caixas intituladas The Original Bootleg Series From The Manticore Vaults.
Qualidade de gravação não é o maior atrativo dessa coleção pois quase todos esses registros foram feitos na platéia, portanto recomendado apenas aos fãs fervorosos do trio, mas sua importância é inquestionável pois trouxe a tona algumas gravações que só poderiam ser encontradas (e com muita sorte), nos bootlegs originais perdidos em algum sebo por aí.
Além disso, a gravadora reproduziu as capas originais com algumas pequenas adaptações para o formato CD. Pelas novas capas, é bem provável que os boots originais tenham sido lançados por aquele tal de TAKRL, um sujeito ou grupo de pessoas que pirateou um monte de bandas nos anos 70 e faziam os famosos LP’s de capa branca com um papel colado na mesma, contendo a arte e informações do disco.
Entre esse vasto material, você poderá ouvir o trio mandando bala em versões raríssimas de Tarkus ainda em 71, The Endless Enigma (impagável), Pictures At An Exhibition, Benny The Bouncer, Tarkus novamente, quase completa em 77, e várias outras.
Em 2006 foi lançada a quarta box dessa série contendo outros shows raríssimos, como por exemplo um da turnê de Love Beach, em 1978, mas não consegui esse material nem com muita reza. Aliás, se alguém souber onde encontrá-la, agradecerei de prontidão.
Mesmo esquema do Collectors’ Club, do Crimson: preparei um arquivo de texto com todos os links. Corra pois não são links do Câmara de Eco.

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sexta-feira, 17 de abril de 2009

Blog Yes Shows: A Casa do Yes.


Entre as centenas de blogs musicais encontrados na rede, posso tranquilamente destacar o Yes Shows, com seu trabalho de resgate e perpetuação da obra do Yes, focando somente registros raríssimos não-oficiais do grupo progressivo, como também de seus integrantes e ex-integrantes.
Seu mentor e idealizador, Martini, tem muito cuidado com o que é postado no blog e desde 2007 apresenta informações de extrema importância sobre cada registro ali divulgado.
Em um bate-papo bacana, ele nos fala sobre a importância do Yes Shows, suas impressões sobre a música do grupo e a forma como conduz sozinho o blog.

1. Como surgiu a idéia em fazer um blog dedicado ao Yes especializado em gravações não-oficiais?
Eu já tinha visto pela internet blogs dedicados a bandas como Beatles, Deep Purple e Pink Floyd, mas sempre tive uma dificuldade maior para achar bootlegs (gravações não lançadas oficialmente, de shows, ensaios, etc) do Yes, que eu encontrava de vez em quando, espalhados por vários sites e blogs. Achei que a banda merecia um blog que reunisse em um só lugar materiais diversos dos seus 40 anos de vida.

2. Você faz algum processo de seleção ou escolha ao postar algum material da banda? Se sim, o que é levado em consideração na escolha de determinada gravação?
Tem dois fatores que fazem um bootleg ser bom: a qualidade do som (geralmente os melhores foram gravados pela própria banda, ou transmitidos por rádio, enquanto os piores foram gravados na platéia por fãs em fitas que se deterioraram com o tempo) e a raridade da performance. Por exemplo, se um bootleg tem uma música raramente tocada, ou em um arranjo muito diferente, eu faço questão de compartilhá-lo no blog, mesmo quando a qualidade de som não é das melhores.

3. Fãs de rock progressivo sempre buscaram por gravações não-oficiais de suas bandas favoritas. Em sua opinião, qual o motivo dessa cultura?
No rock progressivo, assim como no jazz e no blues, o palco é o lugar onde a banda cria arranjos novos, improvisa, coloca mais peso na música, etc, ao invés de copiar ao vivo o que se ouve no CD. O Zeca Camargo uma vez disse "Não sei por que gostam tanto de show, se dá pra ouvir o CD no conforto da poltrona da sala". Está aí alguém que não entende nada de música.

4. O Yes Shows é publicado em inglês. Isso pode atrapalhar um pouco os fãs brasileiros ou a língua não apresenta obstáculos?
Minha intenção era fazer um site pra ser acessado por fãs no mundo todo, e o resultado tem sido exatamente esse. Algumas pessoas devem ter dificuldade pra entender tudo, mas o fato é que o inglês é o esperanto dos nossos dias, o que tem vantagens e desvantagens...

5. Quais são suas impressões sobre os mais de 40 anos de carreira do Yes e qual sua opinião sobre o legado musical da banda nos dias atuais?
É inegável que o auge da banda foi nos anos 70, mas muita gente se surpreende com a qualidade dos shows deles até hoje, mesmo em turnês de discos medianos ou ruins. Na minha opinião o legado do Yes hoje em dia não é tão grande quanto poderia, porque, a partir dos anos 80, a MTV e outros meios de comunicação fizeram uma certa "revisão do passado", e hoje muita gente pensa que o Pink Floyd foi o auge do experimentalismo e virtuosismo no rock, quando grupos como o Yes e o Gentle Giant fizeram música da mesma qualidade que o Floyd e com muito mais criatividade e quebrando todos os padrões..

6. Qual é o feedback de seu trabalho desenvolvido no Yes Shows e a importância de seus leitores?
O blog tem leitores bem fiéis. Não vou dizer que são milhões, nem que todos os fãs de Yes o conhecem. Mas fico feliz ao ver que compartilhei música com internautas da Escócia, da Argentina, do Canadá... e do Brasil, claro!

7. Agradeço imensamente a sua atenção e este espaço é para suas considerações finais.
Obrigado pelo espaço dado. O bacana da internet é ver vários blogs sem fins lucrativos, como o Câmara de Eco e o Yes Shows, que divulgam o trabalho de várias bandas cujos discos não seriam nem um pouco fáceis de achar no Brasil, e ver o show, então, nem sonhando... Um grande abraço

www.yesshows.blogspot.com