Os princípios do Câmara de Eco.

A finalidade do Câmara de Eco é funcionar como modesta referência para aqueles que procuram novos e velhos sons, publicando informações e indicando bons trabalhos merecedores de audição mais atenta.
Da mesma forma que um amigo empresta um CD a outro, faço questão de apresentar a você, internauta amigo e amiga, boas amostras de rock, jazz, progressivo, blues e folk, e com isso, espero, possamos divulgar a música vista como forma de arte e não como um produto qualquer dentro de uma caixinha acrílica.
Abraços e boa diversão!
Lucon
Mostrando postagens com marcador King Crimson. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador King Crimson. Mostrar todas as postagens

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Bill Bruford - Rock Goes To College (DVD)


Após um hiato de seis meses, sinto falta do trabalho aqui no Câmara e, consequentemente, dos amigos e amigas que acompanham o blog, apesar de manter contato com vários deles nesse período.
Deixei um pouco de lado os downloads de discos e concentrei-me em trocar parte de minha coleção de VHS por DVD, e nesse contexto a “mãe internet” associada a uma conexão de banda larga no mínimo mais digna foi fundamental para encontrar os títulos que estava procurando, e também vários outros com qualidade de som e imagem superiores as versões que possuía há anos nas prateleiras da estante.
Nessa busca encontrei esse Bill Bruford, o qual tinha uma versão parcial e com baixa qualidade em VHS bootleg.
Após deixar o seminal U.K., Bruford formou sua própria banda contando com outro ex-U.K., o fantástico guitarrista Allan Holdsworth, o tecladista Dave Stewart e o baixista Jeff Berlin.
Aliás, se quiser ver um pouco mais de Jeff Berlin em ação, assista ao vídeo do Anderson Bruford Wakeman & Howe intitulado An Evening of Yes Music Plus.
Filmado em 1979 na Oxford Polytechnic e transmitido pela BBC na série Rock Goes to College, contou com a participação especial da vocalista e artista de vanguarda Annette Peacock.
Bruford, como sempre inovando e apresentando o mais alto nível musical, ultrapassando as barreiras do rock e obtendo grande êxito no jazz rock.
Impressionante é a quebradeira e empolgação da última música, 5G, onde o desempenho da banda é de deixar qualquer fã de queixo caído.
Muito interessante também é a versão de Sahara of Snow, música que o U.K. chegou a tocar ao vivo em sua formação original.
O DVD possui cerca de 45 minutos de duração e seus direitos foram cedidas pela BBC à Voiceprint, selo responsável por inúmeros lançamentos de valor inquestionável.
Boa diversão!

sábado, 8 de agosto de 2009

John Wetton - Agenda


John Wetton é um sujeito mais rodado que pneu de Brasília, tocou baixo e cantou em inúmeras bandas de expressão como Family, King Crimson, Uriah Heep, U.K., Asia, entre inúmeros projetos e participações especiais em trabalhos de outros músicos.
Sua passagem pelo Crimson entre 1972 e 74 talvez seja a mais marcante em sua carreira, em uma época que a banda se destacava no cenário musical por seus improvisos furiosos e por sua sonoridade à frente de seu tempo.
Mas não parou por aí. Em 1978 integrou o U.K., uma das últimas formações de respeito do cenário progressivo da década de 70, e teve ótimo desempenho no pop-rock-bem-feito do Asia, durante a década de 80.
Em 1998 apareceu no excelente disco ao vivo Tokyo Tapes, do guitarrista Steve Hackett e em 2003 lançou Agenda, excelente trabalho gravado ao vivo na Polônia com sua banda solo: Steve Christey (bateria), John Mitchell (guitarra) e Martin Orford (teclados).
Agenda é um excelente compêndio das melhores fases de sua história, em versões emocionantes e competentes de Easy Money, Red e Starless, do Crimson, In The Dead Of Night e Randezvous 6:02, do U.K., entre várias outras tão legais quanto.
Esse cara é mais um de minha lista para quem tiro o chapéu sem pensar duas vezes: há alguns anos passou por sérios problemas causados pelo alcoolismo, conseguiu se reabilitar e está aí vivo e presente, trazendo alegria para seus fãs.

Senha/password: camaradeeco.blogspot.com

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Michael Giles - Progress



O baterista e vocalista Michael Giles foi um dos co-fundadores do King Crimson e com a banda gravou o álbum In The Court Of The Crimson King (1969), além de In The Wake Of Poseidon (1970).
Participou do embrião do Crimson ao lado de seu irmão, o baixista Peter Giles, e do guitarrista Robert Fripp, denominado simplesmente Giles, Giles and Fripp, com quem gravou um álbum em 1968 chamado The Cheerful Insanity Of Giles, Giles And Fripp.
Após sua colaboração com o Crimson, juntou-se a outro ex-companheiro de banda, o tecladista, flautista e vocalista Ian McDonald e a seu irmão, Peter, gravando o excelente álbum McDonald & Giles ainda em 1970.
Durante a década de 70 tocou com inúmeros músicos e em 1978 registrou um novo trabalho solo chamado Progress, que só veio à luz em 2002 graças ao selo Voiceprint.
Não vou dizer que o disco é fundamental ou genial, mas é muito honesto e bem feito.
Além disso, podemos ouvir na faixa título a luz do talento de Michael Giles e mesmo anos depois fora do Crimson observarmos e compreendermos a importância de sua participação na construção da música da banda em seus primeiros passos, principalmente em In The Court..., com certeza um dos trabalhos mais importantes do rock progressivo, disco esse que apresenta por si só alguns dos conceitos fundamentais do estilo.
Michael não ganhou fortunas de dinheiro e tão pouco fama mundial, mas é reconhecido entre os fãs por sua excelência e destreza.
E diga-se de passagem, envelheceu muito bem. Assista ao DVD da 21st Century Schizoid Band e comprove.

Senha/password: camaradeeco.blogspot.com

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Clearlight - Forever Blowing Bubbles (com David Cross)






































David Cross foi integrante do King Crimson entre os anos de 1972-74, a fase mais poderosa e visceral do velho "Crimso".
Logo após a dissolução da banda, David participou de inúmeros projetos em parceria com outros músicos e também como músico convidado, como foi o caso da banda francesa Clearlight.
Em 1975 o grupo lançou seu segundo trabalho, esse aqui postado, com a participação especial de David Cross (violino) e outros.
Saudosismo de minha parte? Claro que sim, adoro gente como Cross, Jean-Luc Ponty e Eddie Jobson, com seus violinos mágicos e inspirados.
Mas o fato é que o disco é excelente e Cross destrói no álbum. Em alguns momentos seu violino soa como uma guitarra envenenada, tamanha energia e fúria de nosso amigo.
O Clearlight contava em sua formação com o mentor Cyrille Verdeaux (teclados), Bob Boisadan (teclados), Joel Dugrenot (baixo/vocais), Christos Stapiponopulos (bateria), Jean-Claude D'Agostini (guitarra) e Francois Jeanneau (sopros).
Cross estava cercado de excelentes músicos, nada de barulhinhos e sonzinhos típicos de "músico cabeça" que só olha para o próprio umbigo. O que se ouve em Forever Blowing Bubbles é rock progressivo objetivo, consistente e muito bem arranjado, pautado em sintetizadores e solos de violinos e instrumentos de sopro, alternando momentos tranquilos e ataques sonoros intricados.

Senha/password: camaradeeco.blogspot.com

Emerson Lake & Powell - Live In Concert - An Official Bootleg





























O ELP hibernou entre os anos de 1978 e 1986 quando voltaram à ativa com o batera Cozy Powell no lugar de Carl Palmer, que integrava o Asia naquele momento, não alterando assim a sigla do trio.
Lançaram um bom álbum em 1986, intitulado somente Emerson, Lake & Powell e saíram em turnê logo em seguida. Não chegaram a gravar um segundo trabalho, encerrando as atividades precocemente após desacordos com seu manager.
Não era nenhuma maravilha, mas como a década de 80 foi talvez a pior fase para a produção musical geral, até que o ELPowell honrou seu nome e satisfez com fartura a sede dos fãs, por isso considero o álbum uma grande obra tendo em vista o (baixo) padrão da época.
Live In Concert - An Official Bootleg (2003) é o único registro oficial ao vivo dessa encarnação do trio. Era um bootleg fruto de transmissão de rádio de um show realizado em Lakeland, Florida, em novembro de 1986. O áudio foi tratado e masterizado, por isso a qualidade aqui é praticamente perfeita.
O disco alterna clássicos absolutos do trio como From The Beginning, Pirates e Fanfare For The Common Man, com músicas do novo trabalho, como as ótimas Touch And Go e The Score.
Cozy Powell no ELP? Poxa, sem comentários, substituiu Palmer à altura, sem comprometer de forma alguma os geniais arranjos percussivos originais. Greg Lake continuava com sua voz macia, mas observa-se que naquela época começava a ficar mais grave, característica comum entre os vocalistas masculinos com o passar dos anos.
E Keith Emerson... bem, esse é um show à parte, como sempre roubando a cena e direcionando o som da banda com seus poderosos instrumentos de teclas.
Agradeço ao novo amigo Carlos (um fã profundo conhecedor da obra do trio e de seus integrantes) que disponibilizou essa obra incrível, haja vista que se trata de um item difícil de encontrar na internet.

Senha/password: camaradeeco.blogspot.com

quarta-feira, 6 de maio de 2009

U.K. - Live In Boston




O U.K. é uma de minhas formações preferidas e tenho grande admiração por esses caras por terem surgido numa época em que o rock progressivo estava em franco declínio, apesar de seus integrantes já terem um background violento. Além disso, lançaram seu primeiro álbum homônimo em 1978 tendo Allan Holdsworth como guitarrista. Esse, para mim, foi o ponto crucial desse maravilhoso álbum, talvez o melhor exemplo da junção rock progressivo + fusion.
Inicialmente um bootleg, Live In Boston (também conhecido como Concert Classics Vol. 4) foi lançado oficialmente em 2007 com qualidade sonora perfeita e apresenta nos palcos o poder de fogo de John Wetton (baixo/vocais), Bill Bruford (bateria) e Eddie Jobson (teclados/violino), além do guitarrista citado.
Apesar do setlist baseado no disco de estréia, já tocavam três músicas que só sairiam no álbum posterior (Danger Money, de 1979) e são elas The Only Thing She Needs, Carrying No Cross e Caesar's Palace Blues.
Só o fato de podermos ouvir Holdsworth e Bruford tocando juntos ao vivo, em plenos anos 70 e em uma banda progressiva de respeito, já vale a audição.

Senha/password: camaradeeco.blogspot.com

domingo, 29 de março de 2009

Gordon Haskell - It Is And It Isn't
























Gordon Haskell
foi vocalista e baixista do King Crimson em seu terceiro álbum, Lizard (1970).
Apesar de não ser o melhor da banda é o meu preferido. Gosto demais de sua voz e da orientação do disco. Porém, a coisa não engrenou entre ele e a banda e acabou pulando fora do barco sem ao menos fazerem uma única apresentação.
Sua influência folk não casava com os ideais musicais de Robert Fripp mas teve excelente resultado em It Is And It Isn't, seu álbum solo lançado em 1971.
Um álbum simplesmente lindo, singular e frágil. Uma peça rara perdida no meio de tantas atrações de peso daquele ano de 1971.
Além de belíssimo trabalho, contou com a participação de John Wetton no baixo, teclados e vocais, então membro do Family, e Alan Barry fazendo um belo trabalho de guitarra.
O disco todo é emocionante, com fortes influências do jazz. Vale a pena curtir todas as canções, mas duas delas matam a pau: Worms e Sitting By The Fire, com certeza duas peças que tocam meu coração e música boa não se ouve com os ouvidos...
Foi muito bom encontrar esse trabalho do começo dos anos 70 e matar a saudade de sua voz dos tempos de Lizard.

Senha/password: camaradeeco.blogspot.com

sábado, 21 de março de 2009

King Crimson Collectors' Club: o pote de ouro no fim do arco-íris.




















Em primeiro lugar, agradeço ao amigo Sergio, do Sergio Sônico, por me despertar quanto a importância do uso de links de outros blogs. Em segundo lugar, quero dizer que essa postagem só foi possível graças ao pessoal do blog Sakalli, cujo trabalho primoroso postou originalmente esses arquivos e prestou um grande serviço aos fãs do King Crimson.
Pois bem. No final da década de 90 a DGM (Discipline Global Mobile) iniciou uma série de lançamentos intitulada The DGM Collector's Club (depois passou a chamar The King Crimson Collectors' Club), cuja finalidade é colocar no mercado vários discos até então conhecidos apenas no formato bootleg, sessões de estúdio e outros, de todas as fases da banda, em um total de 34 trabalhos.
Atualmente vários outros lançamentos acabaram entrando nessa série e por razões comerciais a venda desses produtos também mudou. Você pode acessar o site da DGM Live!, fazer seu cadastro e adquirir esses produtos através de download em dois formatos, mp3 e Flac, que é um pouco mais caro mas a amostragem é melhor, ou seja, idêntica à de um CD porém os arquivos são menores.
Muitas raridades estão disponíveis entre esses arquivos como o KCCC#20, primeiro show (e completo) contando com o percussionista Jamie Muir, o KCCC#10, provavelmente o melhor e mais furioso show da era "Lark's" gravado no Central Park, New York, em 01-07-74, de onde saiu a maioria das músicas de USA (1975).
Há também muitas outras coisas legais da primeira formação da banda (que contava com Greg Lake no baixo e vocais), gravações excelentes dos anos 80, raridades da fase Boz Burrell, shows e sessões de estúdio dos anos 90 e algumas coisas interessantes do projeto ProjeKct, que fracionou a banda em seis formações diferentes.
Como fã de King Crimson, tive um orgasmo quando encontrei todos esses arquivos e acho válido podermos desfrutar do poder de fogo dessa incrível banda de rock progressivo, a maior e melhor em minha opinião, ao lado de Gentle Giant, independente de formação ou época.
Preparei um arquivo de texto para que você possa acessar de maneira bem simples todos os links para download. O Sakalli foi cuidadoso ao ponto de fornecer duas opções de host para download.
É óbvio que alguns arquivos possuem qualidade excelente e outros nem tanto, devido as condições de gravação da época e pela própria ação do tempo que deteriorou as masters. Essa coleção é definitiva, acho pouco provável o surgimento de tapes melhores que esses.
Meu amigo e amiga: se você é fã de Crimson e não tinha essa coleção então essa é a hora, dê esse presente a si mesmo e confira as performances geniais do nosso sempre querido "Crimso".

The King Crimson Collectors' Club - senha/password: camaradeeco.blogspot.com

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Greg Lake - King Biscuit Flower Hour Presents Greg Lake In Concert


















Greg Lake foi um dos fundadores do King Crimson, com quem gravou os dois primeiros álbuns da banda, In The Court Of The Crimson King (1969) e In The Wake Of Poseidon (1970). Logo depois formou o power trio Emerson Lake & Palmer, ao lado do tecladista Keith Emerson e do baterista Carl Palmer.
O ELP esteve na ativa até o ano de 1978, ano em que penduraram as chuteiras e cada integrante partiu para projetos individuais.
O baixista e vocalista Greg Lake gravou dois álbuns solo logo no começo da década de 80 com a participação do guitarrista irlandês Gary Moore: Greg Lake (1981) e Manoeuvres (1983).
Diga-se de passagem, nem sombra de seus tempos áureos com o King Crimson e ELP, mas serviu de base para uma boa turnê naquela época.
Um dos concertos foi registrado para o programa King Biscuit Flower Hour e foi lançado em CD em meio a série que invadiu as lojas no ano de 1995, entre vários outros títulos de inúmeras bandas e músicos.
O interessante nessa apresentação é que Greg Lake abandona o baixo e toca guitarra, além de desfilar seu vozeirão em músicas de seus discos solo, do King Crimson, ELP e Gary Moore, como Nuclear Attack e Parisienene Walkways.
Se você "escutar" esse belíssimo show com "olhos" progressivos vai detestar o disco. Mas se gosta de inovações ou releituras, vai adorar o punch e os arranjos que o grande Gary Moore criou para a turnê.

Senha / password 1: camaradeeco.blogspot.com
Senha / password 2: camaradeeco.blogspot.com

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Robert Fripp - Exposure


















Robert Fripp, o incrível mentor e líder do legendário King Crimson, partiu para a carreira solo e projetos pessoais como a difusão do Frippertronics e laboratórios musicais, mais conhecidos hoje em dia como workshops, onde Fripp explicava e demonstrava algumas técnicas desenvolvidas por ele e o uso de loops de tapes de rolo, que desenvolveu ao lado de Brian Eno, e batizou de Frippertronics.
Exposure (1979) é tão importante quanto todo seu trabalho junto ao King Crimson, entre 1969 e 1974. É simples e vou explicar minha opinião: quando Fripp mudou-se para Nova Iorque em 1977, entrou em contato com as novas cenas emergentes, como o punk rock e a new wave.
Isso foi determinante para a saúde e desenvolvimento de sua carreira e para a futura reestruturação do King Crimson 80's, que começou com seu embrião, o Discipline em 1980.
Fripp incorporou à sua música elementos desses movimentos citados mais a sua experiência pessoal com os últimos anos de King Crimson para fazer Exposure, um álbum perfeito, em princípio de difícil digestão mas que pouco a pouco vai conquistando o ouvinte com sua massa sonora e idéias geniais e inovadoras de nosso guitarrista.
Além do fato de que Fripp contou com uma turma legal para fazer Exposure, como Peter Gabriel, Peter Hammil, Terre Roche e Daryl Hall (vocais), Phil Collins e Narada Michael Walden (bateria), Tony Levin (baixo) e Brian Eno (teclados).
Exposure é um mix de progressivo latente, sonoridade pesada e caos, como em Disengage, NY3, I May Not Have Had Enough Of Me But I've Had Enough Of You (minha preferida), e músicas mais atmosféricas ou experimentais, como North Star, Here Comes The Flood (cantada por Peter Gabriel e regravada por ele tempos depois), Mary e Exposure, a mais pirada de todas, com uma batida constante, cheia de loops e o vocal incômodo (no bom sentido) de Terre Roche.
Sem mais palavras, o álbum é genial e vale a pena conferir uma amostra do que Robert Fripp andou fazendo após a primeira hibernação do King Crimson.

Senha / password: camaradeeco.blogspot.com

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

David Cross - Closer Than Skin








O violinista e tecladista David Cross (não confundam com um panaca imbecil de mesmo nome) foi um dos responsáveis pela construção musical avassaladora do King Crimson entre os anos de 1972/74.
Depois de alguns álbuns solo muito bons por sinal, David Cross juntou uma moçada e fez esse excelente Closer Than Skin em 2005, um verdadeiro rolo compressor do rock progressivo atual.
Tá certo que a mixagem final é estranha, meio abafada, mas o disco é bom demais, contando com músicos excelentes e um vocalista de timbre bastante interessante.
David Cross não economizou técnica em Closer Than Skin, colocando-o entre os grandes violinistas da atualidade tal qual um Jean-Luc Ponty da vida, sem exagero algum.
States Of Deception, Only Fooling, Counting, Valley Of The Kings e Anybody são grandes destaques desse excelente trabalho de David Cross, que pode até não agradar os mais saudosistas por sua sonoridade bem atual - taí um ponto positivo de Cross, que soube modernizar seu som, tal qual sua antiga banda o fez e ainda faz.
Os músicos que o acompanham nessa jornada são: Arch Stanton (vocais), Lloyd (bateria), Mick Paul (baixo) e Paul Clark (guitarra).

Senha / password: camaradeeco.blogspot.com

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Peter Sinfield - Stillusion







Peter Sinfield foi o integrante não-músico do King Crimson em seus primeiros anos de vida, entre 1969 e 1971. Poeta e letrista, também era responsável pela iluminação da banda, design e arte das capas dos LP's e produção musical.
Desentendimentos com Robert Fripp, então guitarrista e líder do Crimson, levaram-no a deixar o grupo e iniciar uma série de colaborações com outros músicos e bandas do cenário da época, contribuindo com Roxy Music, Emerson Lake & Palmer, Premiata Forneria Marconi entre outros.
Artista visionário e um dos poucos poetas reconhecidamente nascido em meio ao rock, lançou seu album Still em 1973 e relançado em 1993, com material bônus.
Contando com a colaboração de trezentos músicos para fazer Still (ou, se preferir, Stillusion), conseguiu chegar em um resultado muito bom para um sujeito que não é músico por excelência, mas que tinha muita experiência e visão musical, apesar de uma voz pequena porém muito bacana.
Contou com a ajuda de gente como Ian Wallace (bateria), Greg Lake (guitarra, vocais), Robin Miller e Mel Collins (sopros e sax), Keith Tippett (piano), Boz Burrell e John Wetton (baixo) e B.J. Cole (pedal steel) para criar canções deliciosas e viajantes como House Of Hopes And Dreams, The Night People, The Piper e a pequena obra-prima crimsoniana Under The Sky.
Mais uma preciosidade perdida no tempo e no espaço que você poderá curtir agora com o Câmara de Eco.

Senha / password: camaradeeco.blogspot.com

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

21st Century Schizoid Band - Official Bootleg Vol.1 - Studio





















Em 2002 alguns ex-integrantes do legendário King Crimson juntaram-se ao ex-guitarrista e vocalista do Level 42, Jakko Jakszyk, para uma série de shows, alguns deles foram gravados e lançados oficialmente em CD, inclusive há um fantástico DVD gravado no Japão.
Esse primeiro trabalho gravado em estúdio, reproduz fielmente vários clássicos da primeira fase do King Crimson, como Man, A City, Ladies Of The Road, Formentera Lady e I Talk To The Wind. É claro que a idéia de lançar um álbum só de covers do King Crimson parece meio estúpida, mas levando em consideração que o King Crimson atual passa longe de executar as músicas da primeira fase, então o trabalho do 21st Century Schizoid Band passa a ser muito digno e emocionante, mesmo não contando com Robert Fripp ou Greg Lake.
Ao vivo os caras iam muito além, tocando músicas de suas carreiras solo e projetos paralelos. No DVD já citado por exemplo, a turma manda bala em Tomorrow’s People, do album McDonald & Giles, coisa que eu nunca sonhei em ver algum dia.
Infelizmente a banda encerrou suas atividades em 2007 pela dificuldade financeira em manter-se em turnê.
Completam o time nada mais e nada menos que Mel Collins (saxofone, flauta e teclados), Ian Wallace (bateria, substituído em 2003 por Michael Giles), Peter Giles (baixo) e Ian McDonald (saxofone, flauta e teclados).

Senha / password: camaradeeco.blogspot.com

sábado, 31 de maio de 2008

Thousand Days Of Yesterdays - A Tribute To Captain Beyond / Schizoid Dimension - A Tribute To King Crimson (re-post 04/09)

É claro que, de uma forma geral, os tributos não são melhores que a obra original de um determinado músico ou banda, mas são no mínimo interessantes e servem de ponte para a descoberta de novas bandas. Foi através de um tributo ao Yes, por exemplo, que eu comecei a curtir o Cairo, excelente banda progressiva dos EUA, com uma postagem aqui no Câmara, inclusive.
Em 1999 a gravadora sueca Record Heaven colocou no mercado um tributo audacioso ao Captain Beyond. Digo audacioso por vários motivos: homenageia uma banda quase esquecida no meio musical, de pouquíssima expressão comercial e condenada ao esquecimento total, se não fosse a ajuda da internet, onde sua obra começou a ser difundida entre as novas gerações de fãs que ouviram falar agum dia em Captain Beyond, "a banda do ex-vocalista do Deep Purple".
Serei incisivo agora: e porque a Record Heaven decidiu fazer um tributo ao Captain Beyond, somente com bandas suecas? É simples: por que Captain Beyond (1972), primeiro album do Captain Beyond, é o MELHOR e MAIOR album de hard de todos os tempos!!! Não tem Deep Purple, Black Sabbath ou Led Zeppelin que cheguem perto - me desculpem os fãs dessas bandas, afinal de contas também sou fanático por elas.
O Captain Beyond é uma das bandas mais injustiçadas de sua época, não tiveram o apóio de público e crítica, passaram por problemas de formação e sua proposta musical que difundia o hard com pitadas progressivas sem teclados não foi assimilida na época.
Muitos anos passaram e o Captain Beyond tornou-se uma das bandas mais cult no meio musical, estimulando até seu retorno há alguns anos, infelizmente sem o excelente vocalista Rod Evans.
A Suécia é praticamente o berço do Stoner Rock, por isso a iniciativa da gravadora em fazer um tributo só com as bandas de lá.
Se você é fã de Captain Beyond, não deixe de ouvir esse incrível tributo, que conta com a presença de muitas bandas fantásticas, dentre elas o Pentagram, Standarte, Lotus, Flower Kings, Five Fifteen, tocando Captain Beyond na íntegra. Há alguns bonus muito legais, com bandas suecas cantando em sua língua natal, inclusive uma delas, o ZoomlenZ, conta com a participação do excelente Willie Daffern, segundo vocalista do Captain Beyond.
Caça-níquel não é, porque se trata de um tributo ao King Crimson, uma das bandas mais anti-comerciais do mundo. Portanto, a iniciativa do selo Purple Pyramid, uma subsidiária da Cleopatra Records, com esse Schizoid Dimension (1997) é mesmo homenagear a obra de uma das bandas que mais contribuiu e ainda contribui para a música, com seus trabalhos impactantes e que influenciou no mínimo 9 entre 10 músicos questionados quanto às suas preferências musicais. Sempre algum album da banda é mencionado, independente da formação, afinal de contas o Crimson é uma banda que já explorou quase todos os cantos do vasto universo musical. É até limitador chamá-los apenas de progressivo, sabendo que sua obra musical já ultrapassou há muito tempo as barreiras do próprio Rock Progressivo e hoje se encontra em um plano muito além do planejado pela própria banda - vide os inúmeros projetos paralelos e colaborações de seus integrantes e ex-integrantes com tantos outros músicos e bandas.
Nesse tributo há altos e baixos, é claro, mas posso citar alguns exemplos muito bons, como o Controlled Bleeding detonando em Talking Drum, o Brand X mandando muito bem em Neal and Jack and Me, Alien Planetscapes fazendo uma versão fantástica de A Sailor's Tale e o Solid Space em uma versão fidelíssima e linda de In The Wake Of Poseidon - nem dá para acreditar que não é Greg Lake quem está cantando.
Por fim, David Cross, ex-violinista e tecladista da banda, contribui com uma versão editada de Exiles, de seu album solo Exiles (1997), onde John Wetton participa cantando.

Download Schizoid Dimension - A Tribute To King Crimson.
Vide comentários.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

King Crimson - Lizard



















"Lizard" é um dos albums mais enigmáticos e misteriosos do King Crimson. Particularmente é o que eu mais gosto, apesar de considerar irrepreensível a carreira do grupo. Tal como uma fênix, o Crimson ressurgiu das cinzas quando Robert Fripp reestruturou o grupo em 1970, após o lançamento do segundo album, "In The Wake Of Poseidon". Apenas o letrista, poeta e técnico de iluminação Peter Sinfield continuou com Fripp, que chamou para compor o novo Crimson o vocalista Gordon Haskell (que também tocou baixo em "Lizard" e cantou em uma música em "In The Wake Of Poseidon"), o baterista Andy McCulloch, o flautista e saxofonista Mel Collins (outro que também havia tocado em "In The Wake Of Poseidon") e como convidados especiais o pianista de jazz Keith Tippet e sua banda, composta por Robin Miller (oboe), Mark Charig (corneta) e Nick Evans (trombone), e Jon Anderson, vocalista do Yes, que cantou na faixa-título, em retribuição ao convite recusado por Fripp para juntar-se ao Yes.
As peças estavam postas no tabuleiro e tudo estava preparado para o grupo lançar o album e entrar em turnê, porém Gordon Haskell abandonou o barco quatro dias antes do lançamento do play, seguido por Andy McCulloch, em dezembro de 1971. Depois de passar todo o ano de 1971 sem fazer shows e passar os três últimos meses do ano preparando o disco, Robert Fripp mais uma vez, batalhador como é, recrutou novos músicos e escreveu uma nova página da história do grupo, em 1972. "Lizard" prima pela qualidade sonora e musical, e também pela ousadia. Fripp elaborou uma extraordinária combinação de intrumentos de sopro com dois sintetizadores VCS3 e o Mellotron, presentes em toda a gravação e dando um ar de modernidade e experimentalismo ao som do grupo, sem que possa ser taxado de virtuose. Pelo contrário, o minimalismo característico do grupo agora acentuado pela presença de dois sintetizadores, o piano maluco de Keith Tippet e os arpegios de Fripp apontam para uma nova proposta musical e dão a dimensão exata de que o King Crimson estava mesmo à frente de sua época e completamente centrado em sua música, apesar das incontáveis mudanças de formação, que nunca tiraram o grupo de seu eixo. Não há destaques para "Lizard", ele é perfeito em sua totalidade e deve ser ouvido de cabo a rabo, em sua ordem original.