

A popularidade do Purple em 1972 era tão grande ao ponto de fazerem mais de 220 apresentações naquele ano, alavancados pelo sucesso de Machine Head (1972).
Em agosto a banda partiu para uma turnê japonesa onde havia uma grande expectativa por suas três apresentações, e por conta disso a gravadora de lá decidiu lançar um álbum ao vivo exclusivo para o mercado japonês, contendo os melhores takes dessas apresentações.
Sem grandes pretensões, o produtor Martin Birch (aquele mesmo que anos mais tarde trabalhou com o Iron Maiden) registrou os três shows em um gravador simples: dias 15 e 1

Apesar do aparente descompromisso, o baixista Roger Glover declarou certa vez que a banda estava tensa na primeira noite sabendo que estavam sendo gravados e não poderiam cometer erros.
Ao voltarem para Inglaterra, Birch, Glover e o batera Ian Paice ficaram surpresos com a qualidade dos tapes e trabalharam na mixagem desse material.
O álbum foi inicialmente lançado no Japão sob o título Live In

Clássico absoluto, Made In Japan capta fielmente o poder de fogo do Purple nos palcos com seus improvisos e a espontaneidade de uma banda tipicamente on stage.
Child In Time, Highway Star, Strange Kind Of Woman e Smoke On The Water ganharam fama talvez maio

Ritchie Blackmore estava infernal, detonando riffs e solos simplesmente mágicos. Ian Gillan desfrutava de sua juventude e do poder de suas cordas vocais – quem não gritou com ele em Child In Time na versão de Made In Japan?

Em 1993 foi lançado o CD triplo Live In Japan, contendo as três apresentações na íntegra e alguns anos depois surgiram outras edições de Made In Japan com faixas adicionais.
Dificilmente veremos nos dias atuais um álbum ao vivo tão honesto, espontâneo e empolgante como Made In Japan o é.
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