

Mediante inúmeras adversidades como logística, tecnologia da época, condições adequadas para uma boa gravação, acústica e o simples fato de considerarem o momento certo para o lançamento de um álbum ao vivo, cinco bandas da década de 70 fizeram seus registros “on stage” e não tiveram medo em se arriscar em projetos tão ousados e meticulosos, permeados por histórias e mais histórias que fizeram parte da elaboração final desses belos trabalhos.
Como diz o hilário Faustão “quem sabe, faz ao vivo!”
Então complemento: quem sabe, faz ao vivo e sem overdubs.

Esses discos ao vivo foram uma espécie de consolo e euforia para aqueles que não tinham ou tiveram a oportunidade de ver suas bandas favoritas ao vivo, haja vista que naquela época as excursões “mundiais” se limitavam apenas em Europa, E.U.A. e Japão.

O Brasil naquela época ainda não fazia parte do mapa-múndi das grandes turnês e os discos ao vivo, quando chegavam por aqui, muitas vezes eram extirpados, reduzidos em edições simples.
O sentido inicial de um lançamento ao vivo perdeu um pouco da magia e encanto com o passar dos anos e após o surgimento do DVD virou quase uma obrigação fazer uma turnê seguida pelo lançamento do registro de algum show da mesma.

Imagine há 35 anos poder ouvir pela primeira vez nossos heróis detonando em apresentações históricas? Imagens então, era quase impossível. O Who foi parar nas telas dos cinemas com o filme de Woodstock em 1970 e o Zeppelin e Yes apenas em 1973, talvez somente nos grandes centros.
Hoje em dia, com tanta tecnologia disponível, é difícil acreditar que um álbum ou DVD gravado ao vivo é de fato todo ao vivo e não contém retoques em estúdio, conhecidos como overdubs.

Teremos os seguintes trabalhos:
The Who – Live At Leeds
The Allman Brothers Band - At The Fillmore East
Deep Purple – Made In Japan
Led Zeppelin – The Song Remains The Same
Yes – Yessongs
Abraços à todos e feliz Páscoa!